Vida inteligente na tevê

Com os filmes nacionais cada vez mais com elenco, cortes, enquadramentos e ritmo de novela da Globo, eis que surge uma minissérie da Globo com cara de cinema. Som e Fúria é daquelas atrações que vez ou outra aparece e faz a gente acreditar que existe vida inteligente na televisão. Dirigida por Fernando Meireles (de Cidade de Deus e Ensaio Sobre a Cegueira), o programa tem um elenco que foge das figurinhas carimbadas e os mais conhecidos são talentosos e é um prazer vê-los representar. A história é envolvente e disseca as relações humanas gravitando em torno de amor, ódio, inveja, cobiça, competição e ciúmes. Temas presentes no universo de Shakespeare, já que a trama se passa nos bastidores de um grupo de teatro numa montagem de ‘Sonhos de Uma Noite de Verão’ e ‘Hamlet, obras do dramaturgo inglês.

A série é uma adaptação de um texto canadense de sucesso e na versão brasileira se passa em São Paulo. Som e Fúria resgata a carreira de Felipe Camargo, que como um diretor de teatro em crise existencial prova que merece uma segunda chance na carreira destruída pelos escândalos pessoais. Tem ainda Andréa Beltrão, longe da caricata Marilda de A Grande Família, e jovens talentos como Daniel de Oliveira e Maria Flor, além de outros ótimos atores desconhecidos do público da televisão, como Antônio Fragoso que faz uma sátira escancarada de Gerald Thomas, como o afetado diretor teatral Oswald Tomas. No mais é humor garantido com Regina Case, Pedro Paulo Rangel e Dan Stulbach. Além do jovem revelação Juliano Cazarré, como o motoboy gato e sem noção. Deve aparecer ainda Rodrigo Santoro e Débora Falabella.

Como toda atração inovadora, Som e Fúria não é um programa para a grande massa da televisão. Tanto que os primeiros índices de audiência aponta uma queda no horário em relação aos outros programas exibidos no horário como ‘Toma Lá da Cá’. Mas audiência à parte, que bom ter a chance de assistir na tevê um programa com qualidade e linguagem de cinema. Sem falar a oportunidade de poder levar Shakespeare numa vitrine para milhões de espectadores, que algumas horas antes tem como atração uma novela que mostra uma Índia carnavalesca, cheia de clichês e bons atores mau aproveitados. A nova série tem drama, romance e comédia em doses exatas e outros méritos como o ritmo acelerado, a música, a fotografia, que revela uma São Paulo poética, e o Teatro Municipal paulista, cenário onde desenrola a trama.      



Escrito por Rildo Barros às 20h34
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Mergulho na alma

Socorro (Arnaldo Antunes / Alice Ruiz)

 

Socorro!
Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir…

Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada…

Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta…
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva…

Socorro!
Alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento, encruzilhada
Socorro! Eu já não sinto nada…

Socorro!
Não estou sentindo nada, nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir…

Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Eu Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada…

Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate
Nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta…
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva…



Escrito por Rildo Barros às 07h51
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Mais que mil palavras

Depois de protagonizar dois dos melhores filmes do ano passado – O Leitor e Foi Apenas Um Sonho –, de faturar o Oscar de melhor atriz e dizer que não aparecerá mais nua no cinema, Kate Winslet se joga em Nova York para a Harper's Bazaar. Cenário perfeito para uma atriz enigmática, de beleza não óbvia e talento acima de qualquer suspeita. Impossível não ficar hipnotizado com essa jovem dama inglesa.    

 



Escrito por Rildo Barros às 18h10
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Ser ou não ser..

Que música! É do primeiro disco da Cassía Eller, porque naquela época ainda nem era cd. O tempo passa, mas algumas canções vão tocar pra sempre e de tempos em tempos elas vão ecoar forte no ouvido e na vida. Esta canção é daquelas que fere e revela a indecisão de uma época, de não saber o que se quer. De ser ou não ser... De querer ou não querer... eis a questão!    



Escrito por Rildo Barros às 16h53
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Por que a gente é assim?

 

A cabeça ainda roda. O estômago não aceita nada. Na boca aquela secura que nem toda água do mundo será capaz de saciar e a única vontade que se tem é de ficar no escuro encolhido. Dormir, dormir e dormir, até passar aquela sensação estranha que não deixa a gente ficar em pé direito e parece que vamos nos desfazer. Na mente sempre alguma culpa e a promessa de que nunca mais tal situação vai ser repetir. No bolso mais um buraco no orçamento e aquela pergunta que não quer se calar: Por que a gente é assim? Sem limites, sem noção do perigo e tão entusiasmado pela vida a ponto de achar que a diversão nunca tem fim.

Maldita ressaca! Deveríamos lembrar dela toda vez que começamos beber. Mas a gente não pensa no amanhã quando se diverte com os amigos e curte cada gole da cerveja bem gelada, cada dose de whisk e cada gota daquela maravilhosa caipirinha. Sem falar outros aditivos. Mas vivendo e aprendendo e quem sabe um dia conseguimos algum controle sobre nossas mentes e sejamos mais sensatos e ponderados, sabendo a hora de parar com aquilo que no dia seguinte vai ter nos feito mal, física e mentalmente. Ok! Tudo bem! Depois de uns três dias tudo terá passado, tudo será passado e sentindo-se melhor vamos esquecendo de mais uma rebordosa.



Escrito por Rildo Barros às 22h10
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