Assim sem saber

 

Estou assim. Assim não sei como. Nem alegre, nem triste. Nem feliz, nem infeliz. Não consigo nem saber se estar assim é bom ou ruim. E como estar anestesiado, abobado e ao mesmo tempo alucinado. Assim sendo, vou deixando levar e realizo viagens mentais incríveis que me transportam para lugares os quais não estou e me confronta com situações que não vivi, mas que de tão reais acredito que esteja vivendo. É como se existisse dois de mim: aquele que cumpre todos os compromissos pessoais, profissionais e sociais e o outro que encontrou uma passagem secreta para um quartinho na mente e fica lá sozinho, mas plenamente satisfeito, realizado e elucubrando sobre como a vida poderia ser se fosse diferente do que é.

É muito simples ser igual a todo mundo. Seguir um modelo de indivíduo padrão pode tornar a vida bem mais fácil. No entanto, a partir do momento que pulamos fora da máquina de fabricar gente convencional, muitos dilemas se afloram e os conflitos tornam-se inevitáveis. Mas o que seria da existência sem conflitos? Sem dilemas? Uma vidinha monótona e previsível. Nesse caso, melhor o enfrentamento, a insatisfação, o isolamento, até que passe esse momento nem alegre, nem triste, nem feliz, nem infeliz. Essa fase insossa de mergulho interior, de contato direto com anjos e demônios, para realmente sabermos quem somos e o que queremos dos nossos fantasmas e ‘eus’ interior.



Escrito por Rildo Barros às 20h15
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Alguma coisa está fora da ordem

 

Será que é pedir muito querer uma vida na qual as pessoas respeitem o espaço umas das outras? É inadmissível pensar que existam pessoas que jogam pontas de cigarros pelas janelas de apartamentos. Que atiram latas de refrigerantes e cerveja de janelas de carros. Indivíduos que não respeitam faixas e sinalização de pedestre e que não são capazes de esperar uns saírem para depois entrar no metrô, ônibus, trem ou elevador. Cadê os bons modos que manda não jogar papel no chão, não falar alto, muito menos gritar em lugares públicos. O que vai pela cabeça desse povo que não tem discernimento de saber que o direito de um termina quando começa o do outro? Tais ações, provavelmente, devem partir de gente egoísta que acredita no mundo girando apenas em torno de si mesma e que por isso não pensa e muito menos sabe o que é ter educação.

Seria tão bom vivermos num mundo mais civilizado. No qual as pessoas não tivessem somente a preocupação de levar vantagem em tudo. Pensassem que tudo é causa e efeito, ação e reação. Deveria haver escolas e faculdades obrigatórias que ensinassem os indivíduos a conviver em comunidade. Cursos ensinando respeito ao próximo, porque somente assim conseguiríamos diminuir a carga de stress que normalmente somos expostos diariamente e que vez ou outra nos dá vontade de um dia de fúria total para aliviar tanta tensão causada por situações alheias à nossa vontade. No entanto, como violência só gera violência e vai exatamente contra ao direito de cada um ser do jeito que bem entende, só nos resta ter paz o suficiente para tentar passar ileso e não se deixar contaminar por tanta coisa fora de ordem.  



Escrito por Rildo Barros às 20h13
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A Disciplina da Escrita  

 Mais uma vez fiquei um tempo sem escrever por aqui. Não que tenha me faltado inspiração. Muito pelo contrário, o que não me faltam são ideias. Normalmente penso muito sobre situações que precisam ir para o papel, ou melhor para o Word, mas esbarro sempre na falta de tempo e na preguiça. Às vezes tenho em mente um texto prontinho no caminho de casa para o metrô, no trajeto do trem, nas caminhadas matinais pelas arborizadas ruas de Higienópolis ou mesmo quando me jogo no sofá após um dia estafante de trabalho. No entanto, não consigo sentar ao computador, me expressar e colocar no blog, porque já escrevi tanto por obrigação profissional que não consigo encarar a escrita como um hobby prazeroso que na verdade é.

Assim como me cobro por não escrever com frequência, os amigos também reclamam por entrar no blog e não vê-lo atualizado, pois afirmam gostar dos anseios, encanações e situações que transformo em texto. Isso me faz pensar nas inúmeras histórias que foram mentalizadas e se perderam na memória sem a chance de virar escrita. Mais uma vez vou prometer ser mais assíduo no blog, porque são muitas vivências que precisam e dão mais prazer quando são compartilhadas. Assim como algumas notícias, vídeos, frases, pensamentos, filmes, música, peças de teatro, literatura e fotografias...que precisam ser compartilhadas para que alcancem a real dimensão e faça pensar.



Escrito por Rildo Barros às 20h18
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Escrito por Rildo Barros às 23h15
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A época da inocência

 

Quem, vez ou outra, não se pega pensando na época em que era ingênuo. Não aquele ingênuo bobo, meio babaca, mas naquela ingenuidade das primeiras experiências, constatações e sabores da vida. A ingenuidade das descobertas. Do primeiro beijo, do primeiro amor, da primeira vez no sexo.

Quando se tem 10 anos tudo que ser quer é começar a ser adulto e fazer tudo aquilo que somente gente grande faz. O que não imaginamos é o quanto as responsabilidades aumentam e com elas as dúvidas e a perda da espontaneidade, da ingenuidade e da virgindade de viver em todos os sentidos.

Aos 40 anos somos macacos velhos e tão esfolados, escolados e descolados, que pouca coisa é novidade e aí, muitas vezes, nos rendemos ao tédio. Felizes daqueles que conseguem escapar ou mesmo conviver com a banalidade cotidiana sem algum tipo de anestesia, sem alguma fuga, sem um veneno antimonotonia.  

   



Escrito por Rildo Barros às 20h10
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O sonho

Sonhe com aquilo que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passaram por suas vidas.

 

Clarice Lispector

 

Depois de tempos sem escrever. De tempos de muitas coisas acontecendo, nada como um texto de Clarice Lispector para um reconhecimento interior. Para começar o ano, para ativar a vida, para ter vontade, para saber controlar e domar um turbilhão de emoções que assola o copo, a mente e um coração aflito.  



Escrito por Rildo Barros às 23h21
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Assinado Eu

Delícia música, delícia de voz, para momentos atribulados de mudança. Mudança física, mental, estrutural.... Um começar de novo, muito cansado e feliz tentando entender as razões, opiniões, sensações.... enfim que venham as férias, a casa nova e o sempre o admirável mundo novo, sempre de novo, novamente, para que possamos estar sempre inteiros, verdadeiros... na luta, na alucinada busca por nós mesmos.  



Escrito por Rildo Barros às 23h34
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Tempo, tempo, tempo

 

Dias sem escrever! Pelo menos aqui no blog, mas escrevendo muito na revista. Aliás, nunca escrevi tanto como nas últimas edições. Enfim, ossos do ofício. Pode parecer repetitivo, mas não me canso de reclamar da falta de tempo. A gente sempre quer fazer tanta coisa, mas se esquece que o dia só tem 24 horas. Isso porque durmo apenas cinco e ainda sobram 19 horas. Mesmo assim me sinto em débito com um monte de afazeres, como não conseguir ir à academia todos os dias, não sobrar espaço na agenda para o cinema, não poder dar mais atenção aos amigos, não ler todas as revistas e livros que vão se acumulando em pilhas, não conseguir ouvir todos os últimos CDs lançados e não assistir alguns programas de tevê imperdíveis que acabamos perdendo.

Lembro que quando se é criança, a gente sonha em crescer para ser uma pessoa ocupada. Depois de adulto as ocupações são tantas que o maior desejo e tempo livre. O tempo virou o bem mais precioso da humanidade. Recentemente em uma palestra sobre luxo, em meio a tanto Dior, Dolce & Gabana, Calvin Klein e Marc Jacobs, uma autoridade em requinte e sofisticação afirmou que nada pode ser mais valioso que um dia em casa sem trabalhar e de pijamas assistindo um filme no DVD. Acrescentou ainda ser preciso comemorar muito quando se consegue tempo para se dedicar a nós mesmos, porque trabalhamos tanto em prol do dinheiro para o prazer que ficamos sem tempo para aproveitar o que ganhamos.

São admiráveis as pessoas que não vivem em função do dinheiro. Gente que sabe a importância de uma moeda, da dificuldade de ganhá-la e por isso não se torna escrava de cifrões e sabe muito bem aproveitar e gozar a vida com tempo ou sem tempo. Gente que sabe admirar pequenos prazeres e mesmo que não tenha disponibilidade para inúmeras realizações no dia a dia, aproveita o pouco tempo que às vezes sobra em qualidade e não em quantidade. Já que não possível ver todos os filmes em cartaz, que vejamos apenas aquele que para nós é o melhor deles. Quanto revistas, livros e CDs, vamos empilhando e tentando ler e ouvir nos pequenos intervalos da vida corrida, quando conseguimos enganar o tempo.



Escrito por Rildo Barros às 11h22
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Entre Strokes e Los Hermanos

Não existe som melhor para dia chuvoso, nublado e de ressaca. Viajante essa mistura de Strokes com Los Hermanos. Mais um enriquecimento sonoro!



Escrito por Rildo Barros às 14h36
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De tudo um pouco

 

Não tem sensação melhor do que a vida em dia. Após muitos afazeres, obrigações, comemorações e decisões a tomar, voltar a respirar aliviado não tem preço. Ainda mais nesses dias maravilhosos de final de inverno, sentir o sol no rosto, depois de tanto frio, é um prazer sem igual. Melhor ainda é ter disposição para acordar e se jogar nas atividades físicas, atitude que com a temperatura em queda nem sempre é fácil.

Como a gente se cobra pelas coisas que nem sempre conseguimos fazer? Como ver todos os filmes que nos agrada. Ler todas as revistas que nos interessa. Ouvir todos lançamentos musicais. Ir a shows, ao teatro, se reunir com os amigos. É o velho dilema da falta de tempo e a tortura por não conseguirmos fazê-lo transcorrer de acordo com nossas vontades e necessidades. Quanta pretensão!

Melhor é então é fazer o que dá. O que se coloca como essencial e oportuno naquele momento e ir rolando o restante. Conseguir ver um bom filme já é uma vitória. Almoçar com os amigos em casa durante uma tarde e ficar tomando caipirinha e jogando conversa fora é outra conquista. Se conseguir correr durante dois dias seguidos então, é endorfina pura e leveza para começar novamente a semana de trabalho.

Outros afazeres que ficaram fora, por ainda faltar tempo, a gente guardar para os próximos dias, como ler a pilha das últimas edições de suas revistas preferidas, ou o encontro com aquele amigo para a sessão desabafo existencial. Para não mergulharmos em neuroses o melhor é fazer o que dá, no tempo que dá e na medida do possível. Assim a gente vai tentando dar conta de tudo um pouco.

 

PS: Ao som de Feriado Pessoal, de Bruna Caram, uma delícia de cd que a gente não quer mais parar de ouvir. 



Escrito por Rildo Barros às 10h13
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